quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Acabou a novelaa: exame de ordem é legal


A exigência de aprovação prévia em exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que bacharéis em direito possam exercer a advocacia foi considerada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por unanimidade, os ministros negaram provimento a Recurso Extraordinário que questionava a obrigatoriedade do exame (*).

Como o recurso teve repercussão geral reconhecida, a decisão nesse processo será aplicada a todos os demais que tenham pedido idêntico.

Segundo informa a assessoria de imprensa do STF, a votação acompanhou o entendimento do relator, ministro Marco Aurélio, no sentido de que a prova, prevista na Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), não viola qualquer dispositivo constitucional.

Concluíram desta forma os demais ministros presentes à sessão: Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso.

O recurso foi proposto pelo bacharel João Antonio Volante, que colou grau em 2007, na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul. No RE, ele afirmava que o exame para inscrição na OAB seria inconstitucional, contrariando os princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade e do livre exercício das profissões, entre outros.

Apresentador diz que só sairá candidato com oposição unida

Filiado ao PMDB, o radialista Mário Kertész deixou claro que somente subirá no palanque em 2012 para disputar a eleição a prefeito de Salvador caso estejam ao seu lado todos os partidos da oposição ao governador Jaques Wagner (PT) – leia-se PSDB, DEM, PPS e PR. “Eu posso vir a ser candidato se houver a união de um grupo político que queira repensar Salvador, que tenha um projeto descente e digno – não somente para aquela coisa genérica ‘emprego, renda, educação, bla, bla, bla’ – e que represente uma união de forças que possa efetivamente enfrentar o PT. Essa hegemonia geral do PT federal, estadual e em Salvador, não acho que seja bom para a democracia”, afirmou. Indagado sobre a possibilidade de ter a oposição rachada com a candidatura de ACM Neto (DEM), Kertész disse que sai de cena. O apresentador endossou, porém, que caso a oposição se una e vença a eleição em 2012, deverá manter um compromisso político para a sucessão de Wagner, em 2014. “Não tenho dúvida. Nós iremos com 2014 com uma base política forte e a partir de um projeto que, espero, que a gente consiga mostrar a diferença, o que a gente possa fazer”, projetou.

Informação: Site BN.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fazendeiros acusados de trabalho escravo tem boa formação e são ligados a partidos políticos

A pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que pela primeira vez traçou o perfil das vítimas de trabalho escravo no Brasil, mostra que a maioria dos fazendeiros acusados de exploração nasceu no Sudeste, mas mora nas regiões próximas às lavouras (Norte, Nordeste e Centro-Oeste), de acordo com informações do O Globo. Com base na Lista Suja do Ministério do Trabalho, entrevistas com 12 dos 66 contactados pelo organismo concluiu que eles têm curso superior e declararam como profissões pecuarista, agricultor, veterinário, comerciante, gerente, consultor e parlamentar. São filiados ao PMDB, PSDB e PR. A pesquisa mostra ainda que Maranhão, Paraíba e Piauí são exportadores desse tipo de mão de obra. Segundo o levantamento, realizado a partir de depoimentos de 121 pessoas libertadas pela fiscalização do governo, entre 2006 e 2007, esses três estados foram as principais origens dos trabalhadores resgatados em Goiás (88%) e Pará (47%). No Mato Grosso e na Bahia, 95% deles eram procedentes da região. Segundo a OIT, a agropecuária continua sendo o setor de maior concentração de trabalho escravo, sobretudo nas fazendas de cana-de-açúcar e produção de álcool, como é o caso do Pará; plantações de arroz (Mato Grosso); culturas de café, algodão e soja (Bahia); lavoura de tomate e cana (Tocantins e Maranhão).

Informação: Site BN.

Casados há 72 anos, idosos morrem de mãos dadas



Casados há 72 anos, dois idosos morreram de mãos dadas em Des Moines, cidade do estado norteamericano de Iowa, nesta quarta-feira (19). De acordo com o site KCCI, a família do casal considerava a vida de Gordon, 94, e Norma Yeager, 90, uma “história de amor da vida real”. Os dois sofreram um acidente de carro no último dia 12 e foram internados na unidade de terapia intensiva do hospital de Marshalltown. A diferença no tempo da morte de cada um foi de apenas uma hora. "Eles acreditavam no casamento até que a morte os separasse", afirmou Dennis Yeagar, um dos quatro filhos do par.


sábado, 22 de outubro de 2011

Justiça autoriza 33 mil crianças a trabalhar até em lixões

Entre 2005 e 2010, 33.173 mil autorizações de trabalho para crianças e adolescentes menores de 16 anos foram concedidos por Juízes de todo país. As decisões contrariam o que prevê a Constituição Federal. O número do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) equivale a mais de 15 autorizações judiciais diárias para que crianças e adolescentes trabalhem nos mais diversos setores, de lixões a atividades artísticas. O texto constitucional proíbe que menores de 16 anos sejam contratados para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, a partir de 14 anos. Os dados do ministério foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Foram 131 autorizações para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos.

Informação: Site BN.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Notas de estupefação

A OAB admitiria começar a investigar e processar um advogado paulista pela sua Seção Federal, sem passar pela OAB/SP? Admitiria iniciar processo ético-disciplinar de um advogado carioca sem, antes, tê-lo submetido ao Tribunal de Ética e Disciplina vinculado à OAB/RJ? Evidente que não. Ela não faz isso. Seria suprimir o grau recursal (a esfera nacional) e violar sua divisão, que respeita a autonomia da entidade em cada ente federativo. Então por que razão defende o contrário para os magistrados? Qual a tese jurídica?

Qual o fator de discrímen?

Recomeçam, pelo que se percebe de reportagens da Folha de S. Paulo de 16.10.11 e da Veja desta semana, a questionar a existência de símbolos religiosos nas repartições públicas, máxime o crucifixo. No Executivo e no Legislativo, não sei. No Judiciário, o crucifixo é menos um símbolo religioso que um alerta sobre os perigos de se levar um julgamento com base no clamor popular, ouvindo apenas o que pretende a população: isso levou ao maior erro judiciário da História, ali representado.

Falam muito em pactos republicanos e em Reformas do Poder Judiciário. Em investimento, que nunca houve no Sistema de Justiça (o que inclui sistema penitenciário, polícias, defensoria pública e Poder Judiciário), a omissão é completa.

Se reforma judiciária urgente me fosse perguntada, indicaria a forma de composição dos Tribunais Superiores. Nos últimos nove anos, foram criados diversos comitês, iguais aos da extinta URSS: grupos de pessoas ligadas a um partido, comandando espaços no Estado. Não à toa, no STF temos dois ex-militantes de carteirinhas do PT. E agora, rompendo tradição republicana, a advogada eleitoral da presidente se tornou Ministra Substituta na Corte Maior Eleitoral. Num país em que os juízes estão, por lei, proibidos de manifestação político-partidária, é no mínimo incoerente a falta desse critério objetivo para a composição dos Tribunais Superiores (ausência de coloração partidária de seus integrantes).

A mídia vem tratando o tema do controle externo do Judiciário de forma parcial, sem qualquer análise crítica para o trabalho da Magistratura e sem fazer uma leitura da História de nosso País e das Instituições do mundo ocidental. Querem punições a juízes, mesmo não sabendo quais e por quê. Idiotas há em todo canto – e a mídia é a prova maior disso. Nem por isso é justificável a defesa de um Conselho de Ética para os Jornalistas, quando eles fazem reportagens sem ouvir a parte contrária, quando não consultam um especialista no assunto antes de proferir seu glorioso palpite, ou quando partem para o linchamento público.

E não é justificável porque hoje se vê uma ingerência político-partidária brutal em toda forma de manifestação livre e independente no país. Atingiram as artes, com o politicamente correto.

Amputaram o humor, com a patrulha policialesca. Dominaram o Judiciário, com súmulas, metas e uma inexistente hierarquia, agrilhoando os magistrados concursados, de modo que obedeçam às cortes superiores. O próximo passo será dado. E a ninguém será possível recorrer.

Leis lenientes, contraditórias, criadoras de um sistema penal brando e de uma coletividade cuja moral está puída. Leis que privilegiam o ócio, o desemprego, a reprodução irresponsável, a caridade com o chapéu alheio. Leis que se chocam com o sistema e, para sobreviverem, dependem da ginástica hermenêutica dos juristas. Tudo fruto de uma produção ínfima de um Legislativo cujos membros não se dão ao trabalho sequer de comparecer de fato às sessões, para discutir os projetos e verificar a efetividade das normas que passarão a integrar o ordenamento jurídico brasileiro. 513 deputados federais; 81 senadores; um sem-número de deputados estaduais e de vereadores. Não fiscalizam: empurram para a Polícia, para o Ministério Público e para o Judiciário. Depois, retaliam.

E de uma reforma no Poder Legislativo ninguém fala nada, com a diminuição de seus componentes, alteração de seus métodos de trabalho e extinção de cadeiras inúteis.

Nesse passo, continuarão a reformar o Poder Judiciário, porque descobriram que ele é um Prometeu acorrentado. Parecia forte, mas dá para arrancar pedaços de seu fígado diariamente, que pelo trabalho de seus membros, ele se recompõe, para novos ataques, desviando, ad aeternum, a atenção da opinião pública e publicada.

Bruno Miano, Juiz de Direito em Mogi das Cruzes (SP).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Carnaval: R$:27,60 R$:34,50 R$:149,50. Carnaval do JH. Viva!

Os trabalhadores ambulantes que pretendem trabalhar no carnaval de Salvador do ano que vem têm até o dia 26 deste mês para obter o licenciamento junto à prefeitura de Salvador . As inscrições poderão ser feitas no auditório da Fundação Cidade Mãe, na Rua Professor Aloísio de Carvalho, no Engenho Velho de Brotas, das 9h às 17h. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), responsável pelo cadastramento, é necessário levar os documentos de identidade e CPF, comprovante de residência da capital baiana, além de providenciar o pagamento da taxa para efetivação do licenciamento. Segundo a tabela, a licença para o isopor grande custa R$ 27,60, para o carrinho R$ 34,50 e para banca desmontável R$ 149,50. Ainda segundo a pasta, estima-se que cerca de 5,5 mil ambulantes sejam autorizados a comercializar produtos na maior festa de rua do planeta, em 2012.

Osid desiste de prefeitura e entrega postos

Devido ao intransponível problema dos atrasos nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) por parte da prefeitura de Salvador, a presidente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Pontes, decidiu desistir de trabalhar em convênio com o Executivo soteropolitano. Em ofício entregue nesta segunda-feira (17) ao secretário da Saúde de Salvador, Gilberto José, a gestora comunicou que a partir do próximo dia 9 de novembro estará “encerrando definitivamente as suas atividades nos postos de saúde Edson Teixeira Barbosa (Pernambués) e 12º Centro de Saúde Alfredo Bureau (Boca do Rio)”. Desta forma, retorna ao Município a gestão das unidades. No ofício, ela registra o motivo da atitude: o atraso de RS 6,3 milhões referente aos postos, e mais R$ 13,2 milhões relativo ao Hospital Santo Antônio. A entidade filantrópica argumenta não ter mais como captar dinheiro no mercado financeiro para bancar os atrasos. Nos dois postos que serão entregues são realizados 117 mil atendimentos por mês. Para tentar resolver o problema, Gilberto José vai ao encontro de Maria Rita nesta terça-feira (18). “Tudo faremos para que Irmã Dulce permaneça. Mas, se não houver jeito, os postos não deixarão de funcionar, isso eu garanto”, disse, ao jornal A Tarde. O titular repassa a culpa nos atrasos ao baixo valor entregue pela União. Segundo ele, o custo mensal com a rede de média e alta complexidade é de R$ 30 milhões por mês, mas a prefeitura recebe somente R$ 24 milhões.

Secretário reconhece que apenas 30% dos ingressos ficarão com brasileiros

Conforme noticiou o jornal O Estado de Minas na segunda-feira (17), a minuta da Fifa enviada aos estados e municípios-sede da Copa do Mundo de 2014 concede o direto à entidade de mudar o nome dos estádios durante o evento. O secretário estadual de Assuntos Relacionados à Copa, Ney Campello, consultado pelo Bahia Notícias, diz que não recorda haver a exigência no texto da Fifa. Ele acredita que a medida tem como fim evitar o uso de nomes de marcas comerciais nas arenas. “Agora [se quiser mudar o nome] Fonte Nova, tenha paciência não é? Se existir essa exigência, também serei contrário”, pontuou. Coautor do projeto de meia-entrada para estudantes quando era vereador da capital, Campello discorda da estimativa da organização do torneio de que o benefício social pode gerar prejuízo de R$ 180 milhões. “Não tem essa repercussão financeira porque 70% desta comercialização [de ingressos] acontece fora do país, em pacotes com empresas que têm a chancela da Fifa. O que vai ser vendido no pais já é um percentual que já não é significativo”, afirmou.

Informação: Site BN.

Prefeitura tenta manter meia-entrada e reclama de pedidos abusivos

Um dos pontos mais polêmicos dos pedidos enviados pela Fifa às cidades-sede da Copa do Mundo 2014 é a suspensão de benefícios sociais como a meia-entrada para estudante, já que esta norma não é nacional, mas aprovada pelas Câmaras de Vereadores. O coordenador-executivo da Copa em Salvador, Leonel Leal Neto, se sustenta na manifestação da presidente Dilma Rousseff em defender a manutenção do Estatuto do Idoso, que concede desconto similar aos maiores de 60 anos. “Para nós, o objetivo é permanecer com a meia-entrada. Mas a medida tem que ser coordenada com as demais capitais, e já há essa negociação”, informou. De antemão, o gestor listou pontos da minuta do projeto de lei enviado pela Fifa que não serão acatados em Salvador. “A Fifa quer, ela própria, indicar as entidades que vão ter isenção fiscal. Não pode. Qualquer isenção tem que ser aprovada pela Câmara. Da forma como foi proposto, é impossível ser acatado”, previu. Leal Neto reclamou ainda do prazo “muito curto” para a resposta das cidades – a próxima sexta-feira (27). “Não acredito que até lá saia qualquer decisão”, ponderou.

Informação: Site BN.

Estado e Prefeitura analisam exigências da Fifa para projetos de lei

O Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 enviou uma minuta de projeto de lei para os estados e municípios sedes do torneio de futebol. A ideia é que, deste documento, saia um projeto de lei a ser enviado às casas legislativas para votação, o que deverá conceder à Federação Internacional de Futebol (Fifa) garantias comerciais e isenções tributárias. O COL enviou o documento ao governo baiano e à prefeitura de Salvador há duas semanas e deu como prazo a próxima sexta-feira (21) para que os estados e municípios se posicionem sobre se acatarão os pedidos. Segundo o secretário estadual para Assuntos Relacionados à Copa, Ney Campello, o texto enviado pela entidade prevê a isenção total de tributos das empresas envolvidas no evento, a suspensão de legislações que concedem meia-entrada e estudantes, a liberação da comercialização de bebidas em estádios, segurança nos locais oficiais e publicidade. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e as secretarias envolvidas nas mudanças avaliam as sugestões da Fifa, conforme destaca Campello. “A orientação do governador é: tudo que foi pactuado com COL e Fifa na assinatura do host city e host stadium será cumprido. Mas qualquer extravagância que conflite com a legislação, o Estado não vai corresponder com a expectativa da entidade. Não somos uma zona franca nem Ilhas Virgens”, resguardou, em entrevista ao Bahia Notícias.

Informação: Site BN.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Itabuna: SSP abre sindicância para apurar prisão de jornalista

A Secretaria de Seguraça Pública da Bahia (SSP), no final da noite desta segunda-feira (17), emitiu um comunicado a toda a imprensa em que anuncia a instauração de uma sindicância interna para apurar “as circunstâncias da prisão do jornalista Ederivaldo Benedito dos Santos", neste domingo, em Itabuna. O repórter fotográfico cobria a 8ª Parada Gay da cidade, quando foi detido por suposto desacato à autoridade. Ederivaldo afirma que foi abordado para que apagasse uma fotografia que havia feito momentos antes. Ele acabou sendo levado à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado.

Informação: Site Bahia Notícias.

HSBC deve indenizar homem retido em porta giratória de agência bancária

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça fixou em R$ 30 mil a indenização por dano moral que deve ser paga pelo banco HSBC a um homem que ficou dez minutos retido na porta giratória de agência bancária. A indenização é devida em razão do constrangimento sofrido em decorrência da conduta do vigilante e do gerente do banco, que afirmou que o usuário tinha “cara de vagabundo”.

O relator do recurso do banco, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que, de acordo com a jurisprudência do STJ, o simples travamento de porta giratória de banco constitui mero aborrecimento. Quando a situação é adequadamente conduzida pelos vigilantes e funcionários do banco, não ocorre efetivo abalo moral passível de indenização.

Contudo, no caso analisado, Salomão entendeu que o constrangimento experimentado ultrapassou o mero aborrecimento. Segundo o processo, o homem ficou aproximadamente dez minutos preso no interior do equipamento, foi insultado e mesmo após ser revistado por policial militar, não foi autorizado a entrar na agência.

Para o relator, ficou nítida a ofensa à honra subjetiva do autor da ação, “que se encontrava retido na porta, em situação de extrema vulnerabilidade, inadequadamente conduzida pelo vigilante e funcionários do banco e, ainda assim, se viu atingido por comentário despropositado e ultrajante”. O ministro destacou também que o próprio banco não questionou sua obrigação de reparar os danos morais.

Exorbitante

No recurso ao STJ, o HSBC contestou apenas o valor da indenização, que considerou exorbitante. O caso ocorreu em agosto de 1998. Em primeiro grau, o valor da indenização foi fixado em 30 salários mínimos. Ao julgar apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo elevou essa quantia para cem salários mínimos.

De acordo com o ministro Luis Felipe Salomão, o valor fixado pelo tribunal estadual equivalia, na época, a R$ 30 mil. Com a correção monetária, o relator considerou que o valor atualizado destoa da jurisprudência do STJ. Por isso, ele deu parcial provimento ao recurso do banco para fixar os danos morais em R$ 30 mil, incidindo atualização monetária a partir da publicação desta decisão. Todos os ministros da Quarta Turma acompanharam o voto do relator.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

Itabuna: Jornalista é preso por se recusar a apagar fotos de abordagem policial

O jornalista Ederivaldo Benedito foi preso neste domingo (17) após fotografar uma abordagem policial a dois jovens no circuito da 8ª Parada Gay de Itabuna, no sul baiano. O profissional de imprensa foi obrigado pelos policiais militares a apagar as imagens da máquina digital. Bené, como é conhecido, foi conduzido à delegacia da cidade, onde permaneceu detido até a chegada do delegado plantonista, que ouviu o seu depoimento e o liberou. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Itabuna, Andirlei  Nascimento, que compareceu à unidade, declarou ao blog Pimenta na Muqueca que houve excesso dos PMs, que alegam desacato e resistência à prisão. “O repórter estava fotografando. Como pode prender alguém tão somente porque essa pessoa estava fotografando uma abordagem? Então, vamos voltar aos tempos da ditadura”, criticou.
 
Informação: Site BN.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Juíza baiana diz que entrará com ação contra banco que exibiu Machado de Assis branco

A juíza baiana Luislinda Valois afirmou, durante a mesa da Festa Literária Internacional (Flica), realizada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, nesta sexta-feira (14), que irá entrar com uma ação contra o banco que representou Machado de Assis como homem branco em uma campanha publicitária, de acordo com informações do G1/BA. “Isso foi uma afronta contra todos os negros do Brasil. Vou entrar com uma ação de danos morais”. Ao dizer isso, foi ovacionada pela plateia de aproximadamente 230 pessoas. O debate começou com a provocação da romancista mineira Ana Maria Gonçalves. “Essa propaganda foi realizada com dinheiro público e isso é um absurdo”, avaliou. A mesa de discussão História e Negritude teve início às 10h, no auditório do Conjunto do Carmo, onde acontece a programação oficial da Flica. Também participaram da mesa o historiador, escritor e ativista do movimento negro, Joel Rufino dos Santos, além do mediador Márcio Meireles. A peça publicitária foi exibida pela Caixa Econômica Federal em comemoração aos seus 150 anos e logo depois retirada do ar após uma série de críticas ao equívoco histórico.

Informação: Site BN.

Machado de Assis branco da Caixa sai do ar


A Caixa Econômica Federal tirou do ar a campanha publicitária comemorativa dos 150 anos do banco que mostrava o escritor Machado de Assis interpretado por um ator branco. A decisão atende a pedido oficial da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do governo federal. A campanha gerou inúmeras críticas na internet. No filme, criado pela agência Borghierh/Lowe, a atriz Glória Pires narra uma história em que o “Bruxo do Cosme Velho” teria sido correntista do banco. O problema é que o ator que aparece em cena é branco, enquanto Machado de Assis era mulato.

No comunicado oficial em que anuncia a interrupção da propaganda, a Caixa "pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial". A Seppir também divulgou uma nota em que define a escolha por um ator branco para interpretar Machado de Assis como uma "solução publicitária de todo inadequada" por "contribuir para a invisibilização dos afro-brasileiros, distorcendo evidências pessoais e coletivas relevantes para a compreensão da personalidade literária de Machado de Assis, de sua obra e seu contexto histórico".
 
Informação: Site BN
por James Martins

FEBEAPÁ da magistratura

Febeapá = Festival de Besteiras que assolam o País

Este texto é direcionado a colegas de magistratura, promotores, procuradores, advogados, jornalistas e, essencialmente, os leigos que estão sendo bombardeados com uma série de matérias, editoriais, artigos e colunas que se julgam na obrigação de falar sobre o Poder Judiciário, a título de crítica supostamente construtiva. Procurarei redigi-lo com uma linguagem que todos possam compreender, iniciando com uma expressão bem popular: já deu, né?Não vou me valer de introduções clássicas do tipo “reconheço que o Judiciário tem problemas” porque isso é óbvio. Talvez meia dúzia de juízes realmente pense que está tudo bem na carreira e que não há do que reclamar. A maioria estrondosa sabe que não está tudo bem. Em diversos lugares, inclusive no estado de São Paulo, não está nada bem. Mas isso não é justificativa para que, de repente, todo mundo resolva liberar seus achismos sobre a Justiça ou dar lições de humildade, como se fossem eles os humildes. Pessoas como os jornalistas que se acharam juridicamente aptos a decretar que os magistrados estão aplicando errado a nova Lei de Tóxicos, porque o número de prisões aumentou. Quantos casos concretos estes craques da lei apreciaram para dar este veredito? Nenhum. Pegaram as estatísticas e pronto. Quando muito, ouviram alguns advogados de defesa. É o que chamam de imparcialidade.

Os juízes estão num jogo que não podem vencer, porque as regras são feitas e executadas por quem comanda o apedrejamento. Se alguém diz que a magistratura tem bandidos de toga, é corajoso. Quem se revolta é corporativista. Jornalista criticando é independente. Associação de magistrados defendendo é como a mãe que protege o rebento. Quando o objetivo é sufocar em vez de argumentar, até o Sargento Garcia vira herói e o Zorro se torna um vilão a ser preso (imagino que o próximo passo seja torcer para o Xerife de Nottingham enforcar Robin Hood). Mas o arsenal não acaba por aí. Agora vemos até uma psicóloga dizer que juízes se sentem poderosos quando sentenciam. Nunca pensei nisso. Na próxima sentença que der, procurarei usar estes poderes. Vou sair voando, soltar raios cósmicos ou simplesmente pular da janela - quem sabe sou o Wolverine e nem estou sabendo.

A maior falha desta psicóloga, não sei se acidental, é considerar que só juízes querem julgar os outros. Todos fazem isso, incluindo promotores, advogados e partes. Cada um vê as coisas de sua forma e analisa os demais conforme seus pensamentos e vivências. Só o juiz tem a responsabilidade que acompanha o poder - talvez a doutora devesse assistir ao filme do Homem-Aranha para entender isso. Ao contrário dos outros, não pode condenar ou absolver com base na reportagem do JN, do debate no Superpop (antes ou depois do desfile de lingeries) ou porque a opinião pública quer. Juiz tem que aplicar a Constituição e a Lei, porque elas foram feitas para proteger a sociedade de tudo, incluindo ela mesma em seus piores momentos. Humildade serve para todos.

Fazer Justiça não é linchar, nem ter pena. É assumir o risco de ser impopular em nome do Direito. Um presidente da República pode recuar para não perder uma eleição. Um congressista pode faltar à votação para que não digam que aprovou um remédio amargo, ainda que necessário. Pode o juiz começar a agir da mesma forma? Pois é o que querem os que estão falando em eleição para magistrado. Preferem quem faz política a quem estuda para ser aprovado em concurso público. Aliás, se alguém tem sido mais patrulhado que juiz, é quem valoriza o estudo. Esse vira “preconceituoso” só porque acha importante saber escrever e entender o que está escrito. Bom mesmo é dizer que, porque a Terra gira, a poluição da China vem parar no Brasil. Entenderam? Pagar duzentos mil por uma palestra de quem proferiu esta genialidade é normal. Pagar vinte mil de salário para um concursado é loucura. É isso que pretendem que você pense. Ou melhor: não pense.

Por respeito ao tempo dos leitores, encerrarei por aqui. Não sem antes dizer que também me revolto com situações que têm envergonhado não apenas a mim, mas aos tantos e tantos magistrados que ainda acordam pensando que o justo deve prevalecer. Um país respeitável precisa de um Poder Judiciário muito melhor que o de agora. Mas se vocês acreditam que é este o objetivo de tudo o que têm lido e ouvido, estão dando o primeiro passo para que nada disso aconteça. Justiça melhor se faz com respeito e diálogo. Não com recalque e oportunismo.


Por Gustavo S R Fernandes.

sábado, 8 de outubro de 2011

Governador do DF diz abrir mão da meia-entrada nos Jogos de 2014

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), disse hoje que o Distrito Federal vai cumprir "todas as exigências da Fifa", inclusive abrir mão do direito de meia-entrada a estudantes durante a Copa do Mundo de 2014, garantido por lei distrital. "O Brasil tem um compromisso internacional assumido e cabe a cada região se adaptar ao compromisso que o Brasil assumiu, isso não tem bicho de sete cabeças. Estamos tratando de um evento, não de uma modificação definitiva, então acho que as conversas que a nossa presidente está tendo com a Fifa, ela já sinalizou nesse sentido que será resolvido plenamente essa questão", disse Agnelo, após participar de audiência no Palácio do Planalto com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman. "No DF, cumpriremos todas as exigências da Fifa", afirmou. Brasília é uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo e reivindica a abertura do Mundial, ao lado de São Paulo, Salvador e Belo Horizonte.

Informação: Site BN.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Empréstimos bancários teriam “anuência” da Sesab, diz TCE

Por José Marques



Um dos principais problemas assinalados pela auditoria do Tribunal de Contas é o endividamento das Organizações Sociais que administram as unidades médicas, por meio de empréstimos contraídos “junto a diversos bancos privados”. “O mais grave é que os juros cobrados pelos bancos em razão dos referidos empréstimos, assim como os encargos deles decorrentes, estão sendo pagos com verbas que deveriam ser empregadas na área da saúde”, frisa o relatório. O documento também dispõe que transações financeiras irregulares seriam realizadas “com anuência da Secretaria Estadual de Saúde, através de declaração assinada pelos chefes da Superintendência de Atenção Integral à Saúde (SAIS-Sesab)”. Antes da divulgação parcial do parecer, em plenário, a coordenadora da autarquia ligada à pasta da Saúde, Cláudia Maria Gomes Varjão, foi exonerada do cargo, “a pedido”, pelo governador Jaques Wagner. O ato foi interpretado pelo conselheiro Pedro Lino como um possível vazamento das informações da apuração do TCE. Para o relator, “o descontrole detectado nas contas bancárias é tamanho que a equipe de auditoria chegou a verificar pagamentos realizados em duplicidade, causando lesão ao erário”, o que seria, para ele, “um nítido ato de gestão antieconômica”. Um dos casos destacados no texto é o do Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, em que os auditores afirmam ter encontrado “irregularidades na execução financeira do contrato” firmado com a Organização Social Instituto Sócrates Guanaes (ISG), que tem “um valor atualizado em R$ 83,46 milhões para a gestão da unidade em um prazo de dois anos”. Teriam sido descobertos problemas como “falta de prestação de contas das verbas públicas, irregularidades na movimentação financeira e pagamentos realizados em duplicidade”. “A secretaria deveria pagar parcelas mensais de R$ 2,77 milhões destinados à administração da unidade hospitalar, mas com atrasos recorrentes de até 20 dias, o ISG recorreu a um empréstimo de R$ 4,44 milhões junto ao Banco Industrial e Comercial (BIC), com juros de 1,8% ao mês”, aponta. Conforme a investigação, após contrair o primeiro financiamento “para conseguir fazer frente aos compromissos e tentar suprir o problema dos atrasos nos repasses da Sesab, a medida virou uma prática do ISG, que realizou quatro empréstimos, com um montante total de R$ 11,1 milhões”. A entidade teria feito o pagamento de juros de aproximadamente R$ 250 mil até o mês de abril de 2011.

Informações: Site BN

Um povo atado pelos homicídios

Apesar dos planos de segurança, taxa de assassinato de brasileiros é praticamente a mesma entre 1998 e 2008, segundo relatório da ONU. País ocupa o terceiro lugar na lista das nações mais violentas da América do Sul

Seis anos não foram suficientes para a redução da taxa de homicídios no Brasil. É o que aponta o Estudo Global sobre Homicídios, divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). Em 2004, a taxa era de 22,5 homicídios para cada 100 mil habitantes, enquanto, em 2009, ficou em 22,7. O escritório utiliza dados fornecidos pelo Ministério da Justiça, mas também cita os compilados pela Organização Pan-Americana da Saúde, que agrega dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Levando em conta as informações só da organização, o problema é mais antigo: em 10 anos, de 1998 a 2008, a taxa se mantém em torno de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes. Os números brasileiros são superiores à média mundial — contabilizada em 6,9 homicídios — e posicionam o país como o terceiro com o maior índice da América do Sul, ficando atrás apenas da Venezuela e da Colômbia (veja quadro).

O estudo estabelece uma relação entre crime e desenvolvimento e afirma que países com grandes disparidades nos níveis de renda estão quatro vezes mais sujeitos a serem atingidos por crimes violentos do que em sociedades mais equitativas. “As políticas de prevenção ao crime devem ser combinadas com o desenvolvimento econômico e social, e a governabilidade democrática, baseada no estado de direito”, defende em nota Yury Fedotov, diretor executivo do Unodc. Ao contrário do Brasil, a Colômbia reduziu pela metade o seu índice no período de 10 anos, em função dos crescentes esforços das autoridades em enfrentar os grupos de crime organizado envolvidos na produção e no tráfico de drogas, segundo o estudo. A Venezuela, por outro lado, teve acréscimo no número de homicídios, números que não são disponibilizados pela autoridade estatal.

No Brasil, o estudo destaca o decréscimo do índice em São Paulo e cita o “significante número de homicídios que ocorrem em cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Brasília”. Para o relatório, o cenário paulista demonstra a possibilidade de prevenção e de redução de crimes violentos no contexto urbano. Em São Paulo, a taxa, em 2008, é de 14,8 para cada 100 mil habitantes. Em Brasília, de 34,1, de acordo com o Mapa da Violência 2011. Sociólogo do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Ignácio Cano afirma que as causas da queda de mortes violentas em São Paulo ainda precisam ser mais pesquisadas. Segundo ele, há especulações de todo tipo. “Alguns estudiosos dizem que é um reflexo do domínio do PCC (organização criminosa), que teria monopolizado a venda de drogas, evitando, assim, mortes entre as facções. A facção teria compreendido, pelo que apontam alguns levantamentos etnográficos, que não vale a pena trocar tiro com a polícia, de forma que muitas bocas de fumo nem teriam mais armas”, afirma Cano.

O sociólogo ressalta que os dados nacionais, apontando índice de 24 mortes violentas por 100 mil habitantes, portanto maior que as medições da ONU, são mais confiáveis. “Nossa estatística aponta uma queda moderada da taxa de homicídios nos últimos anos, puxada basicamente pelos números de São Paulo. Entretanto, esse número não cai muito porque a violência no Nordeste, especialmente em locais como Bahia e Alagoas, subiu muito”, explica.

De acordo com o Unodc, foram cometidos 468 mil homicídios no mundo em 2010 — dos quais 31% ocorreram nas Américas. Segundo o estudo, o crime organizado, especialmente o tráfico de drogas, é responsável por um quarto das mortes causadas por armas de fogo nas Américas, enquanto que, na Ásia e na Europa, é responsável por apenas 5%. Ainda de acordo com o estudo, os homens enfrentam mais riscos de sofrer uma morte violenta do que as mulheres (11,9 e 2,6, respectivamente). A organização cita a América Central e o Caribe como locais “próximos a um ponto de crise”. Na América Central, 1 a cada 50 homens com mais de 20 anos será morto antes de chegar aos 31 anos.



Ranking

País - Mortes por 100 mil habitantes

Venezuela - 49
Colômbia - 33,4
Brasil - 22,7
Equador - 18,2
Guiana - 18,4
Guiana Francesa - 14,6
Suriname - 13,7
Paraguai - 11,5
Bolívia - 8,9
Uruguai - 6,1
Argentina - 5,5
Peru - 5,2
Chile - 3,7

Fonte: Correio Braziliense - 06/10/2011.